segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Fiquei chateada. Vi que nunca vou deixar de ser trouxa, eu e meu coração mole cheio de mosca comendo o sagu igualmente mole. Tudo bem, penso eu. A vida segue. Ser humano é aceitar que a decepção faz parte da vida. A esperança, como boa guerreira, consiste em não saber ao certo se o outro quis de fato magoar você ou se foi tudo sem querer. Tomara que ele descubra. Tomara que, enfim, as coisas possam voltar a ser o que eram. Talvez um pouco arranhadas ou até coladas com algo que grude e não mais solte. Tomara que, ainda que seja uma costura paraguaia, um abraço ainda possa ser dado. Fiquei chateada, mas não a ponto de jogar a toalha, isso é demais pra mim, um ser que acredita. Até agora só joguei o sutiã. Espero que você não tenha desaprendido a caminhar
No fundo eu ainda rezo para que tu tenhas o bom senso de aparecer na minha porta pedindo pra ficar. Só isso. Não peço para que tu me peças desculpas pelo meu coração deixado aos prantos aqui, não peço para que tu tenhas paciência com o meu lado mimado que só se cala depois das carências vindas de ti, não te peço a verdade; sobre o que tu fizeste na tua ausência ou sobre a falta que eu te fiz. Só rezo para que tu voltes e queira ficar, ficar aqui, comigo. Juntos, apegados, misturados.
sábado, 26 de novembro de 2011
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